Da Geral

Lembranças e depoimentos feitos por um apaixonado direto da Geral! Comentários sobre futebol e derivados.

Sábado, Abril 25, 2009

Em obras

Tá bem, depois de muita reclamação dos amigos, eu admito que a página está um pouco desatualizada.
Até breve.

Quinta-feira, Julho 05, 2007

Britto Presidente

Não, não e não... Antônio Britto NÃO.
Deus que nos acuda... De onde é que desenterraram essa múmia. Achei que ele estava passeando de mãos dadas em alguma praia da Espanha.
Começa assim: primeiro assume o Grêmio em boa fase; depois espera a construção do novo estádio; e quando a maioria do Rio Grande estiver empolgada, eleições para governador. Acho que já vi esse filme antes.
Esse deve ser o grande sonho dele. Slogan "Britto Presidente". Alguém faça alguma coisa, pelamordeDeus.

Ps para Lilian: o texto é mesmo maravilhoso, e para mim, as últimas estrofes também são as melhores.

Sexta-feira, Junho 15, 2007

Dez Verdades Sobre Sandro Goiano

Mail que anda circulando por aí, em várias versões, no estilo Chuck Norris . Esta é do FUTEPOCA.

- O maior feito na carreira de um jogador de futebol não é fazer 1.000 gols. É levar um carrinho do Sandro Goiano e ainda estar vivo para contar.
- Originalmente, o DVD da Batalha dos Aflitos se dividia em duas partes: “Sandro Goiano” e “Os aflitos”.
- No Winning Eleven, você pode controlar mais de 2 mil jogadores do mundo inteiro. Só não pode controlar Sandro Goiano.
- Garrincha tinha as duas pernas perfeitas. Até disputar uma bola com Sandro Goiano.
- A teoria da relatividade diz que Sandro Goiano pode te dar um carrinho ontem.
- Sandro Goiano pediu uma camisa do Grêmio na Inter Sport do Beira-Rio. Foi atendido.
- Sandro Goiano não olha para os dois lados antes de atravessar a rua. Ele simplesmente dá um carrinho nos automóveis para passar.
- Quando Saddam Hussein foi condenado, ele tinha duas opções: enforcamento ou um carrinho do Sandro Goiano. Ele preferiu ser enforcado.
- Sabe por que a lua tem crateras? Sandro Goiano costumava treinar chutes à noite!
- O que passa na cabeça dos adversários durante um jogo contra o Grêmio? A chuteira de Sandro Goiano!

PS.: Quando o filho do Sandro Goiano nasceu, sua esposa falou que precisava de um carrinho. Prestativo, ele quase aleijou o garoto.

Ps2.: Ainda falta muito pra ele ser um 'Dinho'.

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Quinta-feira, Junho 14, 2007

E não foi dessa vez


É, parece que ontem não foi o dia de sorte do Grêmio, que mesmo jogando bem, trouxe pra casa uma difícil tarefa: golear o Boca.
O Grêmio jogou com naturalidade na ‘Bombonera’, não se assustando com o clima hostil da cidade, com a torcida barulhenta nem com o time ‘xeneize’, mas fez pouco pra quem almeja ganhar a Libertadores e disputar o Mundial. Teve apenas um chute a gol, que resultou num rebote em que o Diego Souza se atrapalhou com a bola. De resto, o Grêmio pressionou sem levar perigo.
O Boca, ao contrário, não conseguiu fazer a pressão que se esperava, mas foi objetivo, fazendo três gols e perdendo outros dois. Uma bola o Teco tirou quase de dentro do gol. Nem ele acreditou.
Agora, no jogo de volta (se tudo der certo, estarei lá), o Grêmio terá que jogar a ‘Partida Perfeita’. Mais do que foi contra o São Paulo ou o Santos. Precisará fazer gols (muitos gols), e o tal de Tuta vai ter que mostrar pra que veio, pois ele já perdeu gols demais este ano. Depois de ganhar a Libertadores, ele terá tempo suficiente para mascar chiclete e brincar de açucareiro. Agora é hora de ‘botar pra dentro’
A torcida fará a sua parte, certamente. Os jogadores vão se doar, como sempre. A arbitragem será isenta e correta, pelo menos desta vez. E, se tudo der certo, se saturno estiver alinhado com a Lua, se o Boca vier festejando a vitória, se o Tuta achar a bola, se ‘las brujas’ estiverem soltas, se a imortalidade tricolor nos abençoar mais uma vez, ‘o Grêmio ‘vai sair campeão’.
Duvide disso quem quiser. Eu acredito. Sempre.

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Quarta-feira, Junho 13, 2007

A Volta

Depois de alguns meses, e vários pedidos, o Da-Geral está de volta.
Tá bom, nem foram tantos pedidos assim. Eu é que não güentei ficar longe.
E não tinha momento mais propício para isso, do que momentos antes do jogo contra o Boca, no templo do futebol sul-americano. Espero que isso dê sorte ao nosso Grêmio.
Prometo aos poucos amigos que freqüentam esta página que, a partir de agora, ela será atualizada com mais assiduidade.
Bueno, bom jogo a todos, e que o Grêmio consiga provar mais uma vez a sua imortalidade, saindo vivo da 'caixa de bombons'.

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Querida, Hoje Tem...

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Lasier provando do próprio veneno

Interessante deve ter sido o comentário do Falcão sobre o fato. Primeira vez que o Lasier Martins conseguiu unir gremistas e colorados, petistas e anti-petistas, serranos e praianos. Dá-lhe uva.



Ps.: espero que o youtube já tenha sido liberado.

Fonte: Linha Burra

Sábado, Dezembro 30, 2006

Abraços do Pai

Este é meu sentimento,
E não poderia ser diferente,
Ver um filho ganhar o mundo,
Deixa um pai sempre orgulhoso e contente!

23 anos ensinando passo a passo.
Relembro hoje neste dia, tudo que passastes.
Para chegar aqui .... como teu pai já o fez!

Anos difíceis de convivência.
Lembro do teu semblante, quando ganhastes, uma bicicleta.

Quando a "Juventude" atrapalhava teus passos e teus sonhos, que por vezes morriam pela "Boca"...fui eu que lhe ensinei, com bons exemplos, que bem verdade, muitas vezes até eram ignorados por ti, e talvez só por isso demorastes tanto para chegar aqui, no caminho do mundo, mas um pai releva tudo isso, sempre!

Sempre soube que o filho rivalizaria com o pai buscando provar seu valor, e buscar seu espaço... Mesmo que para isso tenha que fazer igualzinho a ele.

Relembro do teu choro, quando por vezes papai viajava a trabalho pelo mundo, e deixava-te no quintal de casa, cuidando de coisas pequenas.

E Voltando com novas lições. Sempre trazia uma lembrancinha.
E hoje vejo que não foi em vão, aquelas surras que levastes quando guri, serviu-te para que hoje, possas dizer, que acima de tudo, tens um pai orgulhoso, para que possas cantar que o teu pai é o maior...

Foi em casa, que aprendestes a lição mais valiosa para hoje chegar ao mundo como o teu velho o fez, e mesmo sem um muito obrigado...
Nem mesmo um simples obrigado......
Posso ver nos teus olhos, la no fundo...
Coisa que só pai vê no olhar do filho...
Que acima de tudo, tu tens orgulho do teu velho,
ah, e avisa tua mãe, que ano que vem vou viajar pro Japão de novo,
agora já estas grandinho para ficar solito,
mas prometo-lhe, te trago uma lembrancinha de lá...novamente.

Abraços do teu pai,

GRÊMIO FOOTBALL PORTO ALEGRENSE.

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Mundial


Que se tirem os trapos azuis das janelas e que se coloquem os 'trapos negros'.
O meu já está lá.
Ps.: Só tenho pena da taça, que vai ser forçada a passar um ano inteiro na beira do lago.

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Patrola

Novo reforço da zaga do Grêmio para conquistar a Libertadores 2007. Já que o negócio com o tal Schiavi parece que melou, vamos de trator mesmo.
A 'Patrola Tricolor' está de volta.

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Sci vs Al halalii

Balanço da partida Sci x al laali (hal-halalii, au rali, wol raly, sai láííí), segundo os matemáticos do Vacavoando.

Haja coração..."6 vezes"
Olha o menino Pato..."7 vezes"
A grama é baixa "8 vezes"
Sai que é sssssua Clemer..." 7 vezes"
Iarley já foi campeão do mundo "4 vezes"
É um sonho colorado ser campeão do mundo "8 vezes"
Paulo 'Cesar' Falcão "2 vezes"

Mandinga Azul

Sei lá, mas vai que isso traz sorte pra 'eles'. Pelo sim, pelo não, preferia que a cor usada por 'eles' fosse a vermelha, tradicionalmente perdedora.
Aposto que algum batuqueiro disse pro povo da baira do lago que deveriam usar uma cor mais vitoriosa, como a da seleção italiana e do Grêmio.
Tudo bem, desde que devolvam o Trovão Azul depois do mundial.




Ah, já ia esquecendo... tentei dar uma secada hoje de manhã, mas o timinho do egito é muito ruim, e o tal de Flávio parece o Serjão, atacante da segundona gaúcha.

Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

Pra Sempre, Mundial

Como diz a música da Geral:
'Dá-lhe Renato...Portaluppi, meu coração não para de cantar /
com dois golaços...de Portaluppi, Grêmio pra sempre Campeão Mundial.

Hoje faz vinte e três anos da gloriosa conquista do mundial interclubes, título que já foi menosprezado e maltratado por quem, atualmente, vende a alma para conquistá-lo.
Parabéns, Grêmio, pelos 23 anos da vitória do Japão.
Parabéns torcida tricolor, que desde 83 não cansa de bater no peito e de repetir a célebre frase de Yuri Gagarin: "A Terra é azul".
E como diz o hino do mundial, NADA PODE SER MAIOR.

Hino do Mundial Interclubes
'Oitenta anos de glória, de garra, de luta e emoção/
Marcaram a grande vitória, do nosso time no Japão/
A Terra se encheu de azul quando assistiu o Furacão/
Cheio de força que é o Grêmio, o nosso Grêmio do coração/
Pra cima, Vai pra cima Tricolor. O Grêmio é Campeão do Mundo, nada pode ser maior/
Pra cima, Vai pra cima Tricolor. O Grêmio é Campeão do Mundo, nada pode ser maior/
Grêmio, Grêmio. Nós somos campeões do Mundo - Nada pode ser Maior'



















"... o Grêmio é campeão do Mundo, nada pode ser maior"

Sábado, Dezembro 09, 2006

Ranking CBF

Grêmio segue lider do ranking da CBF

O Departamento Técnico da Confederação Brasileira de Futebol divulgou, nesta quinta-feira, o ranking oficial dos melhores clubes brasileiros.
O Grêmio segue na liderança com 1.923 pontos, seguido pelo Corinthians, com 1.891.
Confira abaixo a relação dos dez primeiros e as determinadas pontuações:

1º - GRÊMIO: 1923 pontos
2º - Corinthians: 1891 pontos
3º - Vasco: 1875 pontos
4º - Flamengo: 1860 pontos
5º - São Paulo: 1819 pontos
6º - Atlético MG: 1810 pontos
7º - Palmeiras: 1784 pontos
8º - sci: 1753 pontos
9º - Cruzeiro: 1717 pontos
10º- Santos: 1590 pontos

O Grêmio foi campeão brasileiro em 1981 e 1996 e campeão da Copa do Brasil em 1989, 1994, 1997 e 2001.

Fonte: site oficial do Grêmio.

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Indicados




O Lucas (o alemão cabeludo, pra quem não conhece) ficou com o prêmio de melhor volante e, de quebra, melhor jogador do campeonato.
O Mano Menezez (com um 'ene' só) ficou com o bronze entre os técnicos.

Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Grêmio Copero

Livremente inspirado no blog Linha Burra. Lavoisier já nos ensinava, no séc. XVIII que nada se cria, tudo se transforma.

Desde sempre afirmo que o Grêmio é um time copeiro, ou no linguajar gremista, copero. Muitas pessoas já tentaram me convencer de que todo time é copeiro, pois todo time disputa copas. Só que copero é um pouco mais que isso. Ser copero não é só participar de campeonatos, mas lutar por eles, estar sempre inconformado com a não-vitória e fazer dos ‘trapos’, coração para sagrar-se campeão. É não aceitar a derrota, mesmo que inevitável, e se ela vier, vendê-la bem caro, abaixo de muita luta e suor.

Como eu digo sempre antes de um jogo decisivo, se Deus estiver a favor do Glorioso Tricolor, que nos dê uma boa vitória; agora, se estiver contra nós, Ele que se prepare pra uma peleia danada.

Claro que o Grêmio já perdeu jogos fáceis. Se não fosse assim, não teria caído para a segundona duas vezes. Mas copero é assim mesmo. Por conhecer tão bem o céu e o inferno é que valoriza tanto a vitória. O Eduardo Peninha Bueno, em seu livro ‘Nada Pode Ser Maior’ sugeriu que o Grêmio ganhasse o título da segunda divisão e se negasse a subir pois, segundo ele, é lá que se joga futebol de verdade.

Agora vejam esse comentário após o jogo do Estudientes, contra o Sporting Cristal, pela Libertadores 2006, na virada do time argentino por 4x3. Ele foi publicado na página Pincha Pasion. Detalhe: o Sporting Cristal saiu ganhando por 3x0.
“O time peruano cada vez mais recuado, não chegava a área do Estudientes e só pensava em segurar a diferença, que nesse momento era de apenas um gol, e como não podia deixar de ser, chegou com o empurrão de todos: dentro da ‘fumaceira’, desviando em um peruano e o ‘tanque’ Pavone mandou a bola para o fundo da rede. Nesse momento muita gente se lembrou da façanha de 83 diante do Grêmio e vieram muitas recordações de noites coperas.”

Recordações de noites copeiras: sei bem o que é isso.

Dia desses eu estava em um loja folhando alguns livros, enquanto a patroa fazia compras, e me deparei com o Dicionário Popular de Futebol, o ABC das Arquibancadas, de Leonam Penna. É uma espécie de enciclopédia, com palavras e expressões futebolísticas. Não me contive e fui direto ver como os cariocas definem copeiro.
"Copeiro - Time que está sempre decidindo o título de copas. No brasil GRÊMIO e Cruzeiro têm famas de times copeiros."

O vídeo abaixo é uma mostra do que é ser copero, e uma homenagem à volta do ‘Grêmio Copero’ à Libertadores.

Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Repetindo 1950: Crônica de uma tragédia



Fonte: Ducker

Repetindo 1950: Crônica de uma tragédia

Nasci em 52, mas estive na final de 50.
Publicado em 29.11.2005 no Jornal do Commércio do Recife

Por ANTÔNIO AZEVEDO*

"Finalmente, sei o que sentiram os 200.000 brasileiros que estavam no Maracanã, em 1950 (Brasil 1 x 2 Uruguai). Vivo no Recife há cinco anos e aqui redescobri o ambiente de futebol que vivi em São Paulo nos anos 60, e como bom santista não tenho outro time a não ser o meu.
Entretanto, pelo ambiente familiar que reina nas ruas e nos estádios daqui, vou freqüentemente aos jogos dos times locais. No sábado optei pelo jogo dos Aflitos. Provavelmente eu era o único entre os 21.950 torcedores do Náutico que não vestia a camisa alvirrubra, os outros 50 vestiam a do Grêmio. Sem entrar em maiores detalhes da partida, conhecidos por todos (vitória do Grêmio por um a zero, gol do menino Anderson, após expulsão de quatro de seus jogadores e após defesa de pênalti decisivo a favor do Náutico momentos antes pelo goleiro do Grêmio, Galatto - nota do editor), eis o que presenciei: durante os 25 intermináveis minutos de paralisação: os torcedores rezavam, andavam de um lado para o outro, sentavam, levantavam e vibravam a cada nova expulsão. Eu torcia para que houvesse mais uma e acabasse o drama. Sim, o drama, pois via os jogadores do Náutico se portando como os torcedores e temia pelo desfecho, pois o técnico, como todos lá presentes, também sem controlar as suas emoções, em nenhum momento reuniu a equipe e montou uma estratégia para os 10 minutos restantes, para usar com a vantagem de quatro jogadores.
De repente, pegaram a minha mão esquerda, era um menino de nove anos, que me disse que daria sorte. Quase simultaneamente um senhor fez o mesmo com a minha mão direita, a corrente espalhou-se pelo estádio, e quando olhei para a área do Náutico, o zagueiro Batata, o goleiro e mais outro jogador estavam ajoelhados e também de mãos dadas, rezando. Quando houve a defesa do pênalti, Kuki e outros jogadores se jogaram ao chão em desespero.
Na verdade, o time e a torcida prepararam-se psicologicamente para uma decisão naquele pênalti, esquecendo que ainda havia preciosos 10 minutos a jogar, com 11 alvirrubros contra sete gremistas. Logo a seguir, a torcida foi tomada por um sentimento de desespero, impotência e frustração jamais vista por mim em nenhuma outra situação: vi vovôs, vovós, garotos, garotas e crianças chorando copiosamente, sem saber o que fazer. Vi inúmeros torcedores falando sozinhos, clamando a Deus o porquê daquilo, gente na rua, que de repente, dava meia-volta em direção ao estádio, como se fosse possível voltar o tempo, vi gente andando e sem mais nem menos, de repente, parar, sentar no meio-fio e começar a chorar, vi inúmeros amigos amparando outros em tentativas inúteis de consolo e, sem sucesso, juntavam-se num abraço sofrido e vi muitos outros alvirrubros sentados e sem força para sair do estádio, pois não sabiam para onde ir e nem o que fazer...
Eu que tanto li e ouvi a respeito da comoção do Maracanã e que, na década de 60, na minha primeira visita a esse estádio sentei na arquibancada vazia e fiquei imaginando aquele fatídico dia, hoje posso afirmar: eu, que nasci em 1952, também estive naquela final de 1950!"
*Antonio Azevedo é paulista

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Um Ano da Batalha dos Aflitos

Nada mais recompensador do que voltar à Libertadores com uma vitória em cima do flamengo, encerrando assim a série de jogos em casa do campeonato brasileiro.
Ano que vem, estaremos de volta à nossa casa para brigar pelo título, conforme palavras do nosso presidente. Melhor ainda se isso se der em casa, com estádio cheio e coincidindo com as bodas do retorno gremista à 1º divisão.
Há exatos 365 dias, o Grêmio se reerguia da sombria (e lamacenta) segondona para a elite do futebol brasileiro, de onde espero que nunca mais saia.
Para comemorar o primeiro aniversário 'Dos Aflitos', colocarei três textos que retratam bem a paixão tricolor. Só para lembrar, paixão, no seu significado primeiro, significa sofrimento, e vem do latin passione.
Pois bem, vamos ao primeiro texto, do David Coimbra.


O Juiz Bailarino e o Juiz Triste
David Coimbra - ZH - 30/11/05

"Os juízes agora encerram as partidas de futebol como se fossem a Daiane concluindo uma prova de solo. É um grand finale. Uma apoteose. Eles jogam os braços para cima, dão um passo à frente, fincam um pé na grama com fúria e sopram o apito com toda a força. É teatral, é dramático, mas, puxa, há que se compreendê-los. O momento do juiz é esse: as câmeras todas estão nele, ele é o único que decide, ele é o rei, o ditador, o Júlio César, o Napoleão, o Stalin. Então, o juiz tenta sorver o máximo daquela glória de cinco segundos.
Mas o juiz de sábado não.

Fiquei olhando para o Djalma Beltrami quando ele apitou o fim da partida. Ele não trilou: ele suspirou o apito. Não fez nenhum gesto grandiloqüente. Ao contrário: parecia que Beltrami não queria estar ali. Encerrou o jogo e saiu caminhando sozinho, com um ar infeliz, os ombros caídos, os braços largados ao longo do corpo.

Tudo o que aconteceu, a pressão dos jogadores do Grêmio, as expulsões, os pênaltis, aquilo tudo havia sido demais para ele. E para os jogadores do Náutico também. Na terça, a Zero publicou uma entrevista do Leandro Behs com Ademar, o lateral que bateu o segundo pênalti. Perfeita, a entrevista. Esclarecedora. Poucas vezes um jogador foi tão sincero. Contou que, enquanto os gremistas cercavam o juiz, o técnico do Náutico perguntou quem bateria o pênalti. Os cinco jogadores que habitualmente cobram penalidades no Náutico baixaram os olhos, atemorizados. Ademar levantou o dedo:
- Então eu bato.

Foi para a área. Nas arquibancadas, os torcedores do Náutico se deram as mãos e observaram, em silêncio. Na linha da grande área, Ademar cruzou com Galatto. Que lhe disse, em voz mansa:
- Deus te abençoe.

Imagino o que se passou na cabeça de Ademar. Até então, a justa revolta havia feito os jogadores do Grêmio se comportarem feito os visigodos de Alarico diante das portas frágeis de Roma. Aí vem aquele goleiro de quase dois metros de altura e olha para ele e o abençoa? Mas o que estava acontecendo?
Com tudo isso zunindo e reboando no cérebro, Ademar, que nunca cobra pênalti, cobrou. E errou, só podia errar.

O próprio Ademar confessou que, no instante em que o santo pé direito de Galatto tirou a bola do gol, teve certeza de que o Náutico perderia a partida. Kuki demonstrou isso claramente, ao desabar no chão, arrasado. Foi por isso que Anderson marcou seu gol e foi por isso que o Grêmio venceu. Porque abateu o Náutico moralmente. A indignação dos jogadores do Grêmio, que não aceitavam de forma alguma a marcação de um pênalti que não fora cometido, que não admitiam ver seu trabalho de um ano inteiro esvair-se pela circunstância de um único lance, aquela ira sagrada e incandescente e apaixonada apalermou os jogadores do Náutico. O Grêmio queria a vitória demais. Queria-a como poucos são capazes de querer. Foi por tanto querê-la que a obteve, não era possível que não a obtivesse."

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

...no coritiba.


"O mais triste é passar em frente ao Couto Pereira e ver o muro pixado "Fota J.J."
Pra quem não sabe o nome do Presidente do Coritiba é Giovani Gionédis e seu apelido é G.G." (http://www.vacavoando.blogspot.com/)

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Veterano no Vestiário


O diabo não é esperto simplesmente por que é o diabo... é esperto por que é velho.